Porque Kim Jong-un não é louco e muito menos burro

Desde que assumiu o poder logo após a morte de seu pai, em dezembro de 2011. Kim Jong-un apareceu na mídia muitas vezes, seja pelas notícias bizarras de limitações nos cortes de cabelo¹, por ter executado sua ex-amante, ordenando-a comida por cães², seu tio por uma bateria anti-aérea³ a ou por ser o único gordo da “Best Korea”.

A maior parte dessas histórias são baseadas apenas em rumores, que podem sequer ser verdade, na verdade, podem até ter sido espalhados pelo próprio Kim Jong-un (não que ele não tenha dado um chá de sumiço nessas pessoas). Além disso, existem várias outras notícias sobre o suposto vício do ditador por fast food, basquete (esse muito bem provado) e outros mimos do “terrível” capitalismo ocidental.

Kim Jong-un comida fast food gordo.jpg
Se está na internet, é porque é verdade!

O problema desses tipos de notícias e a reação das pessoas é que uma das figuras mais sinistras vivas atualmente é, na maioria da vezes, reduzido a um gordinho cômico, ou a um doido com vontade fazer o mundo pegar fogo e extinguir a humanidade. E aí que reside o grande perigo desse tipo de abordagem ao problema norte-coreano, é que ele deixa os principais pontos nodais dessa questão sob uma espessa camada de piadas toscas e alarmismo sensacionalista buscando uns cliques e umas curtidas.

Em primeiro lugar, é importante notar que Kim Jong-un não é louco (como dizia papai, se alguém começar a rasgar dinheiro, pode chamar de louco, e nunca vi o tirano da Coreia fazendo isso), pelo contrário, ele sabe jogar muito bem com sua própria posição no grande “Game of Thrones” do nosso mundo. Não que ele seja uma reincarnação de Otto von Bismark, mas não deixa de se notar que alguém tão jovem consiga manter sua posição perante adversários tão poderosos.

Kim Jong-un e Barack Obama fast food gordo
Segundo os fãs da Fox News, essa foto é 100% verdadeira. (Isso foi uma campanha)

Claro, o fato dele absolutamente cagar para a própria população o dá um salto quântico de liberdade em relação a quase todos os outros atores da região, inclusive Rússia e China.

Antes de irmos a números e outros aspectos, quero levantar a questão dessas execuções macabras e outras atividades internas do aprendiz de Stalin.

Em primeiro lugar, é preciso notar que o regime de Pionguiangue mantem os 25 milhões de habitantes do país não só como escravos, mas como reféns⁴. Quando comentaristas irritadiços (tanto na TV quanto na internet) conclamam os Estados Unidos a dar tudo que tem nos “barbáricos e famintos por guerra” norte-coreanos, eles esquecem que aquela não é uma nação onde o “Vox Populi”⁵ (a voz do povo) sequer existe.

Trabalho escravo na Coreia do Norte.jpg
Que delícia de socialismo!

O povo da Coreia do Norte não escolheu um líder metido a comandante militar, fanático e que reergueria a nação e reescreveria a história humana, nem um almofadinha de família rica fazendo um sotaque falso só para parecer um homem do campo e que faria uma cruzada contra algo que sabia que jamais poderia vencer.

Kim Jong-un governa a Coreia do Norte pelo mesmo motivo que Louis XVI governou a França, ele nasceu do ventre certo. (Claro, Kim é um líder muito mais astuto que o inepto monarca francês, mas acho que passei o ponto).

Esses 25 milhões de escravos são mantidos propositalmente em estado de quase inanição, dependendo de ações governamentais para receber alimento. Além disso, a carreira militar é um dos lugares onde um cidadão do reino ermitão pode tentar conseguir uma vida digna, fazendo com que as forças armadas sejam um lugar ainda mais disputado. A subserviência ao líder e ao partido são ainda mais incentivadas dentro das forças armadas.

Campos de prisioneiros na Coreia do Norte de Kim Jong un.jpg
Os campos de prisioneiros e de trabalhos escravos na Coreia do Norte são uma herança de Stalin. Além disso, muitos norte-coreanos são alugados pelo governo para trabalharem na Manchúria como escravos.

Falando em reino ermitão (nome histórico dado à Coreia, mas isso é assunto para outro dia), o regime possui uma das leis mais rígidas sobre controle de informações do mundo, fazendo até a autoritária China parecer um contraponto leve. No livro Nada a invejar, a autora Barbara Demick faz um trabalho maravilhoso, abordando a situação propagandística dentro da Coreia do Norte, longe de alguns documentários parciais, com cenas tristes do país sob um pianinho e um violino tristes, ela mostra que é justamente na felicidade que o governo faz seu grande engodo.

A população da Coreia do Norte é enganada ao acreditar que vivem no melhor lugar do planeta, que em outras nações a população é esmagada pela tirania capitalista, isso tudo de maneira muito similar à União Soviética, sempre aliando mentiras para a maioria cega e uma “boa bala” (como diria um certo psicopata político brasileiro), ou trabalho escravo nas minas de carvão para aqueles que ousam raciocinar.

festival de felicidade na coreia do norte.jpg
Não é só com paradas militares que o regime Kim Jong-un se mostra. Inúmeros festivais acontecem na capital como forma de exercitar e unir o povo. Interessante notar são incrivelmente similares a festivais organizados pelos nazistas, nesse caos tendo a cultura coreana como ponto central, não a alemã (duh). No final das contas, são a versão socialista do carnaval.

Música e exercícios pela manhã, acompanhados de filmes e textos sobre como é bom ser um cidadão da Coreia do Norte, além do terrível poder bélico da máquina de guerra americana, bombardeiam a papulação constantemente. Algo bizarramente similar à Oceania do livro 1984 de George Orwell.

Claro, como qualquer propaganda baseada em mentiras, essa também não duraria muito. É cada vez maior o número de pessoas que sabem de sua própria miséria, por isso o, nada burro, governo de Kim Jong-un lentamente alterou várias bases fundamentais da doutrina base do país, “Juche” (mais um assunto que fica para outro dia).

Um conflito com qualquer que seja a potência e de qualquer magnitude, levaria a morte de um número sem fim desses 25 milhões, além disso, a pouca infraestrutura norte-coreana seria destruída, causando ainda mais problemas de abastecimento de água e alimentos.

marcha de soldados com armas ultrapassadas da Coreia do Norte.jpg
Ao contrário do que ocorre na maioria dos exércitos, os norte-coreanos mantêm seu armamento obsoleto, no caso, esses são os fuzis Mosin-Nagant, de origem russa (sim da época do império) de 1891. Ou seja, pelo menos as forças auxiliares de Kim Jong-un usam armamentos com mais de 100 anos.

Internamente e externamente, Kim Jong-un cria sua fama de louco desalmado, que, supostamente, assassinou o próprio irmão, pois esse era uma opção mais moderada ao regime. Por anos, a China vinha flertando com o irmão dele, talvez, buscando transformar a Coreia do Norte em uma pequena China, tão logo Kim Jong-un fosse removido, acabando com grande parte da tensão na região.

Não preciso dizer que esse cidadão não durou muito, assassinado em um aeroporto no sudeste asiático.

Com sua imagem de Stalin e Hitler fundidas em si, Kim Jong-un faz suas ameaças parecerem muito mais sérias, afinal de contas, quem usa canhões anti-aéreos para executar sua própria família, faz cachorros comerem mulheres vivas, além de assassinar o próprio irmão, não vai estar de brincadeira quando ameaça tacar fogo no mundo.

Bombas atômicas da Coreia do Norte
A imagem de um louco, buscando guerra e destruição, é ainda mais fortalecida pela mídia ocidental. Ocultando a verdadeira fonte de maldade do regime, pois suas maiores vítimas são o próprio povo note-coreano.

Muito mais do que retórica vazia, as ameaças norte-coreanas criam um caráter fundamental a nação, que, bizarramente, entrou em uma espiral racista de alguns anos para cá. Kim Jong-un se faz de uma figura sinistra e demoníaca, enquanto faz seu país parecer uma vítima ante o imperialismo ianque.

Tanto internamente, quanto externamente, Kim Jong-un é motivo de medo e chacota. Com efeito, ele se torna muito mais perigoso, pois, quem pode prever as ações de um doido?

Mas não é só de discurso que vive o tirano, ele também possui capacidades bélicas muito destrutivas.

Coreia do Norte iluminação norturna aritficial vista por satélite.jpg
Quando vemos essa imagem, podemos pensar no caráter cômico de uma nação sem eletricidade na maior parte do país ameaçar uma superpotência, como os Estados Unidos. Mas pense nas pessoas que tem que viver na idade média, esmagados pela bota de ferro de um maníaco.

Em minha humilde opinião, a geopolítica global é uma mistura de jogo de cartas, no qual seu adversário tem que se esforçar para adivinhar qual é a sua mão, com jogo de tabuleiro, onde as peças estão muito mais claras a todos os jogadores. Diferentemente do xadrez, não se sabe onde o inimigo posicionou todas as suas forças, nem por onde irá concentrá-las, vide o ataque surpresa nazista à União Soviética em Junho de 1941 e o ataque japonês aos Estados Unidos em Dezembro daquele ano.

Da mesma forma, crises, como a de Cuba e do Suez jamais aconteceriam em um jogo de tabuleiro, pois elas envolvem blefe, ameaças e “folds”, algo muito mais presente em jogos de cartas (mas isso é assunto para outro dia).

Isso é ainda mais válido na questão norte-coreana, dado que todo o armamento da tirania de Kim Jong-un não é feito para ser usado, mas para intimidação e dissuasão, assim como os arsenais nucleares da União Soviética e dos Estados Unidos eram usados.

Jogo de cartas da política internacional (poker game of international politics).jpg
A política internacional se assemelha muito mais a um jogo de cartas, onde os adversários não sabe quais as cartas uns dos outros, do que a jogos de xadrez.

Dito isso, quais são as cartas que na mão de Kim Jong-un (pelo menos as que conhecemos).

Um aspecto importante do regime totalitário da Coreia do Norte, é seu uso deliberado da proximidade de Seul das suas fronteiras. Usando da própria capital sul-coreana como refém. Atualmente, o regime possui, segundo estimativas (e isso é tudo que elas podem ser), cerca de 620 corpos de atilharia dentro de suas divisões de infantaria, totalizando quase 12.000 peças de artilharia fixa (incluindo canhões de capacidade extremamente destrutiva), 10.000 morteiros e 2.300 lançadores de foguete⁶ e 4.500 peças de artilharia móvel⁷, além de quase 1.000 mísseis balísticos⁸.

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As peças de artilharia móvel são uma das cartas fundamentais do regime, seu número vasto, permite o ditador causar dano suficiente à Seul antes que seus inimigos destruam todos.

Comparando isso com a  força total dos Estados Unidos, não dá nem para o cheiro, mas vamos lembrar que eles podem apenas colocar uma pequena parte de suas forças na região e as forças norte-americanas estão espalhadas por todos os continentes e reuní-las demoraria pelo menos algumas semanas, enquanto a Coreia do Norte concentra todo seu arsenal num pequeno espaço territorial.

Em uma eventual guerra, a Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão venceriam? Sem dúvida. Mas esse não é ponto mais importante dessa situação.

US_Air_Force_B-2_Spirit_1.jpg
A distância que os Estados Unidos, com seu bombardeiro invisível B-2 Spirit estão da Coreia do Norte em questão tecnológica é tão grande que não consigo fazer paralelos históricos. Talvez se colocássemos um biplano da Primeira Guerra Mundial para lutar contra um P-51 Mustang ou um Me-262 Schwalbe do final da Segunda Guerra Mundial, teríamos um resultado similar.

Juntando artilharia móvel, fixa, morteiros, lançadores de foguete e mísseis balísticos, Kim Jong-un tem a seu dispor, no primeiro segundo de um conflito, cerca de 28.800 disparos sobre os seus inimigos (considerando que tudo isso atiraria de uma só vez). Esse armamento pode ser antiquado (até obsoleto) para destruir as forças inimigas, no entanto, são mais do que o suficiente para arrasar Seul, cuja população é de cerca de 25 milhões de pessoas, estimativas levam em conta que quase 1 milhão de pessoas perderia a vida, caso um bombardeio contínuo sobre a capital durasse por algumas horas⁹.

Estudos mais recentes mostram que essas capacidades são muito mais teóricas do que práticas 10. Em primeiro lugar, a Coreia do Norte não tem capacidade logística para isso, além de ser uma estratégia militar extremamente burra (Göring e a Batalha da Grã-Bretanha está aí para mostrar isso). Além disso, tal barragem de artilharia focada em civis, deixaria o próprio front norte-coreano desguarnecido.

Armamento pesado da Coreia do Norte.jpg
Artilharia móvel pode não ser tão eficiente como bombardeiros guiados por laser para destruir tropas inimigas, mas ainda causam muita destruição a cidades e a civis imobilizados dentro delas.

No entanto, como dito pelo título desse texto, Kim Jong-un não é louco e nem burro. Esse crescente número de peças de artilharia e de mísseis existe não para exterminar a população sul-coreana ou destruir os exércitos inimigos, mas para os dissuadir de qualquer ação militar agressiva. A mera possibilidade de destruir uma das capitais mais populosas e importantes do mundo, junto com os maiores estaleiros navais do planeta, somando isso tudo, é certeza que os mercados globais sofreriam de forma quase irreparável. Um colapso econômico da Coreia do Sul, ainda que temporário, afetaria o crescimento de quase todas as regiões do planeta, dado que ela é parte vital da cadeia de suprimentos global para a produção de computadores, smartphones, microchips, entre outros incontáveis produtos tecnológicos.

Estaleiros navais sul-coreanos ataque da Coreia do Norte.jpg
A Coreia do Sul se tornou um dos principais estaleiros navais do mundo, produzindo grande pate dos navios comerciais do planeta, inclusive a maior classe de navio civil em operação.

Ainda há os aspecto de defesa da nação, que possui quase 11.000 pelas de artilharia anti-aérea pesada, mais do que os alemães tinham na Europa Ocidental inteira durante sua ocupação na Segunda Guerra mundial (cerca de 9.000). Baixas também são esperadas na aviação de qualquer país que adentre o espaço aéreo norte-coreano.

E isso nos leva ao último, mais midiático e mais importante ponto do arsenal norte-coreano, as bombas atômicas.

Como todos sabem, armas nucleares são muito mais peças de negociação do que de fato armas de destruição. Ao possuir armas nucleares, um país adiciona uma carta muito poderosa ao seu deck, mas de nada adianta ter as bombas, se eles não têm meios de enviá-las (razão pela qual os Estados Unidos encheram a Alemanha Ocidental e a Turquia de bombas enquanto não tinham meio de mandá-las direto do solo americano por mísseis balísticos).

mísseis norte-coreanos
Embora sua retórica seja forte, suas intenções são muito mais de ameaçar e conseguir algumas vantagens do que qualquer outra coisa.

Por isso o desenvolvimento de ICBMs (Mísseis Balísticos Intercontinentais) é prioridade na Coreia do Norte. A questão, é que esse armamento demora muito tempo para ficar pronto para o disparo e, possivelmente, a Coreia do Norte seria retaliada pelo seu futuro ataque antes que ele sequer acontece.

Mas por que diabos Kim Jong-un iria querer ICMBs então?

Isso seria a base para fazer qualquer ameaça aos Estados Unidos ser mais realista, ou seja, pressionando os diplomatas e militares desse país a serem muito mais cautelosos. Muammar al-Gaddafi (ex-ditador da Líbia) e Saddam Hussein (ex-ditador do Iraque) não possuíam nenhum armamento que sequer pudesse ameaçar as grandes potências, no entanto, quando eles se tornaram uma ameça a interesses econômicos, foram rapidamente descartados. Isso porque, assim como nós, os figurões do mundo funcionam com o mesmo mecanismo de chicotes e cenouras, ou seja, buscamos o que é melhor e fugimos do que é ruim.

Parte das Tropas da Coreia do Norte possui armamentos modernos.jpg
Nem todo o arsenal da Coreia do Norte é composto de armamento obsoleto, eles também possuem equipamentos razoavelmente avançados em grande quantidade.

Ambos os ditadores permaneceram no poder enquanto eram interessantes para as potências. Pois, assim que se tornaram uma dor de cabeça, foram retirados facilmente.

O míssil da Coreia do Norte sobre o Japão foi só mais uma dessa demonstrações de capacidades bélicas, ao fazer isso, é como se Kim Jong-un mostrasse quem um “Rei” na mão, ou uma carta mágica com capacidade de destruir parte do grimório do adversário. Ao revelar essa capacidade, ele dissuade seus inimigos ainda mais.

Basta lembrar que ainda em 2010, antes de Kim Jong-un, a Coreia no Norte bombardeou uma série de ilhas habitadas pertencentes aos seus vizinhos do sul12, algo muito mais agressivo do que qualquer ação tomada desde a morte do tirano Kim Jong-il.

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A Coreia do Norte já foi muito mais agressiva do que hoje, inclusive, sequestrando cidadãos do sul para seus esquema obscuros.

É exatamente esse destino que Kim Jong-un quer evitar, não somente podendo gerar uma situação em que todos os lados perderiam caso ele fosse executado, China e Rússia teriam um vizinho no qual tropas dos Estados Unidos estão estacionadas, milhões de refugiados poderiam infestar a fronteira chinesa, além da Coreia do Sul ter de desembolsar um valor quase imensurável para construir uma infraestrutura física e organizacional na sua nova aquisição territorial.

A diferença entre retórica e realidade no regime da Coreia do Norte é bem grande, mesmo que seja a nação que mais fale em guerra, Kim Jong-un é quem menos tem a intenção de começar uma.

Tropas norte-coreanas marchando com armamento obsoleto  PPSh 41.jpg
Pense bem, se seu exército ainda usasse PPSh-41 de fabricação soviética e você não fosse a Altair de Re:Creators, faria sentido começar uma guerra?

Mas o próprio conflito traria consequências graves ao mundo, possivelmente, teríamos uma Seul devastada, uma economia global em crise, milhões de mortos e até bombas nucleares disparadas contra a Coreia do Sul, o Japão e até contra os Estados Unidos. E isso é um preço que ninguém quer pagar para libertar o povo norte-coreano.

Por essas e outras, devemos parar de infantilizar ou acharmos que o tirano Kim Jong-un é louco ou um idiota, pois a realidade mostra que ele é tudo, menos isso.

Outra coisa

Antes que venham com exemplos de Primeira ou Segunda Guerras Mundiais, vou pegar adaptar uma frase de um general alemão quando o alto-comando nazista o ordenou a cercar Moscou em pleno dezembro de 1941 (com temperaturas de até -51° Celsius na região).

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Eu até tento ser mais sério, mas vou te contar, a quantidade de memes que podem ser feitos com Kim Jong-un é praticamente infinita.

Esta não é a Europa da era de glorificação da guerra e nós não estamos no ano de 1914.

A frase original é muito mais maneira:

“Nós não estamos na França e este não é mês de Maio”

…talvez esse texto tenha soado pró-Kim Jong-un, se soou assim, digo, caso o Death Note caísse no meu quintal, ele seria o primeiro da lista, logo antes do S…

Referências e dicas de Leitura:

Livro (link para compra aqui do lado ou leitura de algumas páginas aqui embaixo, realmente recomendo para quequer um): NADA A INVEJAR: VIDAS COMUNS NA COREIA DO NORTE

 

  1. Trim Jong-un: North Korean men and women have a choice of just 15 approved hairstyles – but none match Kim Jong-un’s distinctive cut
  2. Story about Kim Jong-un’s uncle being fed to dogs originated with satirist

  3. North Korea executed 5 security officials, South Korea says

  4. Nation of Hostages: Michael Malice Explains North Korea’s ‘Evil’ Government’s Rule over ’25 Million Slaves’
  5. Vox populi

  6. Global Security: Korean People’s Army
  7. Global Security: Korean People’s Army Equipment
  8. North Korea has 1,000 missiles, South says

  9. Could North Korea Annihilate Seoul with Its Artillery?

  10. Mind the Gap Between Rhetoric and Reality

  11. Military and Security Developments Involving the Democratic People’s Republic of Korea 2015
  12. North Korean artillery hits South Korean island‎


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